Tenth North Avenue - By our side
Jeremy Camp - Speaking Louder than before
Incorporacao indisponivel ver no link
http://www.youtube.com/watch?v=JitOS26V5Q4
Group 1 Crew - Forgive me
Saturday, December 19, 2009
My new inspiration
Posted by Rubinho at 11:47 AM 0 comments
Monday, September 14, 2009
Vencedores MTV VMA 2009
Video of the year (Melhor video do ano)
Beyonce: Single Ladies (Put A Ring On It)
Best New Artist (Melhor revelação do ano)
Lady Gaga: Poker Face
Best Hip- Hop Video (Melhor video Hip-Hop)
Eminem: We made you
Best Male Video (Melhor video Masculino)
T.I. : Living my life
Best Female Video (Melhor video Feminino)
Taylor Swift
Best Pop Video (Melhor video Pop)
Britney Spear: Womanizer
Best Video Rock (Melhor video Rock)
Green Day: 21 Guns
Best Video (That Should Have Won A Moonman) (Melhor video que devia ganhar um MoonWalk [premio])
Beastie Boys: Sabotage
Ainda o video music de Lady Gaga Paparazzi ganhou o prémio de melhor direcção de arte e o de melhor efeitos especiais, Single da BEyonce tambem ganhou a melhor coreografia e melhor edição e os 21 Guns dos Green Day ganharam ainda elhor direcção e cenografia.
Posted by Rubinho at 4:26 PM 0 comments
Labels: Musica
Saturday, September 12, 2009
Wednesday, July 8, 2009
O que é a Musica.
Música é a capacidade de ouvir. Você pode ser Mozart, mas se não houver quem escute sua obra, ela não existirá. Ninguém compõe para as altas esferas, mas para que o som se propague até um receptor. A música foi assassinada quando descobriram a mina de ouro que é a banalização da batida do tambor. A sofisticação foi reduzida ao pó das baterias, e o tunc tunc se consolidou na indústria imediatista. Mais tarde, "evoluiu" para o baticum eletrônico, que é a entronização surtada da redundância.
Tudo o que música produziu, como melodia, harmonia, ritmo, foi deixado de lado para que imperasse a obsessão pelo Mesmo. O eterno presente, que devora a memória, precisa de reiteração permanente. O entorno dessa barbárie é a parceria gritada de duplas infernais. É preciso atordoar os ouvintes até que não reste uma nesga de civilização auditiva. A vítima então está pronta para digerir o atordoamento interminável. O objetivo é fazer destruir a capacidade de ouvir. É o assassinato implantado da música.
Ouvir significa sonhar, pensar, aprender, enlevar-se, transcender. Tudo isso não serve para nada, pois é preciso que a linha de montagem obedeça aos ditames do entretenimento doentio. A coletividade injeta nos tímpanos a mais intensa avalanche de porcarias auditivas. Dá para perceber de longe. Os ouvidos estão cobertos por grossa camada de fuligem. É para enlouquecer, mesmo, já que pessoas saudáveis seriam incapazes de se submeter ao matadouro cultural.
Nos supermercados ou lojas onde você cai na asneira de entrar, existe a distorção pop de vozes intermináveis, que se esganiçam até o osso. Você está louco para fugir dali, mas não sabe por quê. Aí descobre que é a monstruosidade despejada pela caixinha de som, construída pelo horror de DJs invisíveis, mas mortais. E não ouse reclamar. O sorrisinho maroto de que você está por fora irá se manifestar.
O que resta para as pessoas que conservam um mínimo de lembrança da cultura musical? Num restaurante de bom gosto, num concerto fino, numa sala de espera de luxo, eis que chega até nós os acordes da bossa nova, do jazz, do blues, ou mesmo da música sinfônica, erudita, romântica, barroca. São pílulas caras, pois cobram os tubos para você compartilhar um pouco do que restou, as ruínas desse acervo popular maravilhoso, que sumiu do mapa e hoje está enterrado no coração sem esperança.
Se você tem a coleção completa de Frank Sinatra, Tom Jobim ou Doris Day (sim, ela é o máximo de doçura na voz), de Pixinguinha, Baden Powell ou Maysa, se você gosta de Brahms ou Edu Lobo, então você está condenado a escutar bem baixinho, nos intervalos da guerra. No fundo, você continua preso. Jogado dentro de uma cela por inúmeros malfeitores, como o Ruído e o Gritalhão, é como se houvessem decretado a pena de morte. Mas ainda é possível ganhar dois minutos no pátio para tomar sol. Lá, você respira fundo e consegue lembrar aquela frase musical perdida. Do tempo em que você escutava. Quando havia música.
Por que perdemos a capacidade de ouvir? Porque entregamos o país para a bandidagem, e isso foi há mais de quatro décadas. Quando abrimos mão do Brasil soberano. Quando achamos que poderíamos viver sem a música a feita por nós, e pelo melhor dos estrangeiros. Que deveríamos nos entregar para sempre nas mãos de quem domina o espaço público e loteia nosso ouvido como se fosse um terreno abandonado.
Fonte: Blog do Molusco
Posted by Rubinho at 12:29 PM 0 comments
Labels: Musica
